Histórias de Sherazade

Histórias de Sherazade

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Quando digo que te amo



















Quando digo que te amo

Quando estás distante e ainda assim
sinto teu perfume
Parece que é primavera plena e absoluta
sinto-me rodeada de flores, borboletas e colibris,
Meu coração é um jardim sem fim.

Quando o vento despenteia meus cabelos,
e sopra docemente
uma canção de Vivaldi em meus ouvidos,
Teus braços me aquecem ,
tuas mãos me provocam arrepios.

Quando o sol brilha no céu pela manhã
tua boca procura a minha sofregamente,
Teu corpo sacia o meu,
Meus olhos transbordam em lágrimas
Como as chuvas de março

Quando nascem as primeiras frutas,
o sol brilha meio pálido,
As folhas rodopiam como bailarinas
de uma caixinha de música,
Espalham-se sob o meu caminho
como um tapete das mil e uma noites.

Quando digo que te amo,
É porque tu és as quatro estações da minha vida.
És sol brilhante e chuva sagrada,
És noite estrelada e dia de festa,
És lua azulada e estrela de prata,
És terra fecunda e mar selvagem,
E mergulho na imensidão deste amor.

Nana Pereira

Nessun durma




















Nessun durma

Por você, canto até Puccini
No meu fraco italiano
sussurrarei Nessun durma
uma das canções mais perfeitas
de todas que já ouvi.
Esperando a hora de falar-te
Estrelas luzem na imensidão do céu
E num momento único e perfeito
Dar-te-ei o céu de minha boca.

Nana Pereira